Estive com problemas de pressão durante o fim de semana e portanto não publiquei nada nesse período. E olhe que tive muita coisa a escrever…
Em primeiro lugar, a monografia de Valérie Dantas Mota para a Especialização em Artes Visuais da FASM está fazendo sucesso. Usei como exemplo de trabalho para o 4º ano da graduação e todos ficaram impressionados com o cuidado na apresentação e na elaboração do registro de memória de sua trajetória artística. É meio caminho para uma pesquisa de mestrado…
E a Tati Russo avisou sobre a organização da Labor III, Essa exposição e série de palestras organizadas por alunos do Santa Marcelina e FAAP (não sei se outras faculdades estão envolvidas) vai acontecer pela terceira vez em uma fábrica desativada na Mooca, São Paulo. Vou postar separadamente o cronograma da exposição. Todos os artistas interessados estão convidados a participar.
É engraçado pensar que a Labor vai acontecer próxima a Bienal de São Paulo…será que ela ainda vai virar uma espécie de “bienal do B” (digo, alternativa).
E o Daniel Nogueira Lima vai acabar virando mesmo curador…
Quanto aos estudos dos alunos de Mestrado em Produção, Teoria e critica em Artes Visuais na disciplina de Metodologia de Pesquisa em Arte, eles vão de vento em popa. As vezes acho que tenho ido a questões sofisticadas demais para os alunos, mas é realmente esse o papel de um mestrado. Pois é, se na graduação, e mesmo na especialização, o professor deve respeitar o limite do planejamento construído para aquele determinado currículo, nos cursos stricto sensu o limite é o conhecimento e a reflexão própria do professor. É daí que vem a exigência de que ele seja doutor, já que impera nesse processo algo impensável (ainda que existente na prática) no ensino graduado, a improvisação de uma reflexão que acontece naquele momento, junto com o aluno. Esse é o processo da pesquisa! Se o professor não está acostumado a esse processo e não tem auto estima suficiente para que possa entende-lo como válido (coisa que se espera de um doutor) formar um mestre, seja lá em que área, é muito difícil.
Moral da história: vou continuar exigente.