Hoje tive uma grata, mas previsível, surpresa. O Frei Rodrigo de Jesus, aluno do segundo ano do bacharelado em Artes plásticas, terminou de editar seu video “Costurando o Ovo”. É um trabalho muito interessante que está sendo acompanhado de perto por Rosana Mariotto. A partir de uma técnica que ele desenvolveu, substituindo o conteúdo de um ovo comum por gesso, o Frei constrói costuras através da superfície da casca. Esse movimento resignifica o ovo provocando reflexões que contemplam mesmo a esfera religiosa. O video é o registro desse processo sobre um plano simples e sem movimentos de câmera. A imagem é de uma beleza rara e perfaz um caminho de longos 45 minutos. Esse é o único problema desse trabalho. Na tentativa de registrar o video em DVD conseguimos um arquivo DV de cerca de 9 Gigabytes. Não é um tamanho absurdo, considerando-se a qualidade da imagem e a duração do video, no entanto não pudemos fazer a transferência do arquivo para o iDVD instalado no G4 com superdrive pois não havia espaço disponível no HD. Pois é, o G4 ficou entupido com a recente produção de material fotográfico digital em alta resolução das turmas do segundo ano e eles ainda não fizeram os backups pessoais. O Frei vai ter que esperar um pouco, hehehe.
E ele quer expor o trabalho em uma instalação…
E Daniel Nogueira de Lima apareceu pela amanhã com os textos que Leon Kossovitch e Celso Favaretto escreveram para o catalogo da Labor II do ano passado. Dei uma olhada superficial mas parecem focar muito bem na questão dos jovens artistas como produtores culturais, caso de Daniel e outros na organização desse evento. Daniel prometeu que mandaria os arquivos dos texto para mim por email. Vou esperar… O catalogo deve estar disponível em breve! Aliás muita gente veio me falar que viu o uso publicitário do trabalho que apresentei na Labor, as “Moças do Leite Moça”. Eu acho que a coisa não é bem assim: a idéia era absolutamente previsível. Eu apenas trabalhei o ícone do símbolo do Leite Moça no sentido cultural, da dimensão de sua importância metafórica no contexto brasileiro. Globalizei a moça nas etnias “ditas” formadoras do povo brasileiro. A campanha publicitária tem outro foco e, na realidade, apenas atualiza o símbolo do Leite Moça. Fico até envaidecido que as pessoas tenham feito essa comparação!