Ia me esquecendo também (ando muito esquecido, hehehe) das minhas impressões sobre a disciplina de Metodologia da Pesquisa em Arte que começou essa semana no mestrado em Artes da
FASM na qual sou professor. Para quem não entendeu nada (digo, os alunos) podemos resumir o conteúdo da disciplina na seguinte proposição: vou ensinar os alunos a entender o que significa um mestrado. Pois é, muitos acreditam que uma pessoa que deseja percorrer um programa de mestrado já deve ter clara em sua mente qual é o sentido desse percurso. Ora, se essa proposição já é difícil de ser confirmada (vide a qualidade primaria dos projetos apresentados por mestrandos em programas stricto sensu de várias áreas) por que não ensinar no mestrado o que significa um mestrado? Nada mais óbvio. Pretendo formar pesquisadores em artes visuais a partir da teoria da Interdisciplinaridade. Essa região teórica tem sido muito utilizada pelos artistas ligados à arte tecnológica mas, estranhamente, não os vejo usando como referencia Fazenda, Lenoir, ou mesmo Nicolescu. Ninguém no GEPI – Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade da PUC/SP ou no CETRANS – Centro de Transdisciplinaridade da USP consegue lembrar de algum artista que neles tenha procurado suporte. As raras exceções estão ligadas a artistas envolvidos com o ensino.
Enfim, vamos ver o que vai dar…