A seleção dos alunos para o Mestrado em Produção, Teoria e Crítica em Artes Visuais da FASM continua a toda. Ontem os interessados participaram da etapa da prova discursiva. Na próxima semana terão início as entrevistas com os candidatos. O calor e a ansiedade dos candidatos me deixaram acabado, hehehe.
Enquanto isso uma de minhas orientandas do 4º ano de bacharelado, Carolina Maciel, desenvolveu em seu trabalho o primeiro de uma série de blogs onde a artista discute as questões da utilização da rede a partir de uma solução formal ingênua. Utilizando o seu mundo-vida Carolina exagera na utilização de ícones adolescentes encontrados gratuitamente na internet para compor uma página absolutamente complexa em elementos femininos infantilizados. Desse site serão extraídos sanpshots selecionados que comporão obras visuais ampliadas. Essas ampliações serão caracterizadas como fragmentos de um processo lúdico que gera imagens quase abstratas. Acesse esse primeiro blog em
http://www.nuvenzinhacorderosa.blogspot.com.
Quase uma semana sem postar nada nesse blog...Também pudera, só penso na seleção do Mestrado em Artes do Santa! E é tudo confidencial, hehehe.
Só para não perder o hábito, vou colocar uma pedacinho de um texto que estou desenvolvendo...
É referente ao domingo passado:
Acabei de ver uma entrevista de Frank Stella na GNT (15/08/04) e várias idéias vieram a minha cabeça.
Uma das coisas que mais me chamaram a atenção nessa entrevista foi a resposta dada por ele a uma pergunta sobre a ocasião em que foi convidado a dar aulas em Harvand. Ele falou que na realidade não foi chamado para dar aulas mas sim para que ele “falasse dele mesmo”. Stella diz que quando a academia chama o artista para o seu ambiente ela o chama para falar do seu trabalho pois o meio universitário não acredita que ele tenha capacidade para falar de outra coisa.
Até que ponto essa é uma questão pessoal de Stella ou um situação generalizável?
Analizemos sua fala. Em primeiro lugar interpretei que, quando Stella fala em dar aulas ele não entende (reconhece) que a própria vida e trabalho de um determinado ser humano possam ser considerados como conteúdo curricular. Posso entender que na realidade ele possa ter sentido que tenha sido chamado como alguém que tem algo em estado bruto para ser comunicado mas não como aquele que constrói teoria ou um discurso que explique aquilo que existe em estado bruto ainda.
E em segundo lugar...deixo para outro dia!