Participar como examinador do processo de seleção de alunos para o Mestrado em Produção, Teoria e Critica em Artes Visuais do
Santa Marcelina me levou a algumas reflexões. De forma diferente da graduação, ou mesmo do Latu Senso, uma pós-graduação strictu senso atrai gente que precisa do título do ponto de vista profissional de maneira critica: atualmente muitos professores universitários correm o risco de estagnar na carreira ou mesmo perder o emprego se não tiverem em mãos um diploma de mestre. Esse é um fator importante (o da atuação como professor universitário) a ser levado em conta na seleção dos alunos de um mestrado mas faz com que o processo torne-se um tanto injusto com os “novos talentos”, pessoas sem muita experiência ou que estão começando a fazer uma carreira acadêmica. Sou particularmente sensível a esses casos pois comecei meu mestrado logo após a conclusão da graduação. No caso de um mestrado que contempla a área de produção em artes visuais, ou seja, o fazer artístico ou a construção da obra de arte, o processo de seleção é mais difícil ainda, dado que aspectos formais do portfólio de um artista postulante ao mestrado são centrais na aceitação ou não do aluno. Como avaliar alguém que tem um ótimo desenvolvimento teórico mas que, como artista (se assim ele se coloca) tem um trabalho no mínimo questionável? (a partir dos parâmetros da arte contemporânea, é claro).
Não sei quem fica mais degastado com isso, o postulante ou os examinadores…
Em última instância podemos utilizar o critério do adequamento a linhas de pesquisa ou a um orientador como elemento possibilitador de um desempate entre dois candidatos equivalentes, no entanto a utilização desse critério também não é fácil. No meu caso específico essa situação seria a de escolher entre um orientando com projeto em arte tecnológica em detrimento a outro com projeto em história da arte. Se o orientador mais adequado ao projeto já estivesse com sua cota de orientandos completa esse aluno ficaria de fora do mestrado.
Tem gente que acha fácil fazer isso, mas eu não…
Concluindo, para espanto das más línguas, tivemos uma seleção concorridíssima e as aulas começam na próxima semana.
Gente, estou lotando minha videoteca de trabalhos. Por enquanto (e meio por acaso) estou priorizando a publicação de meus videos que tenham como componente a paisagem da cidade. Vamos ver onde vou parar...
Para visitar clique em
VIDEOTECA
Construí uma nova seção no site: a Videoteca. Como agora tenho uma conta .Mac posso exportar meus videos editados em iMovie diretamente para lá, é muito fácil. Quem quiser dar uma olhada basta clicar em
VIDEOTECA e navegar pelos links da barra superior. Por enquanto coloquei dois videos por lá, inclusive aquele que foi para o Museu de Arte Contemporânea de Bordeaux (CAPC), o "Aniversário de Bedu". O texto que acompanha o video está em inglês pois é o texto que foi apresentado no exterior. Os videos não são gigantescos mas vai ser mais fácil para quem tem banda larga...e o formato é QuickTime.