Esqueci de dizer que fiquei quase um mês sem escrever por excesso de trabalho, além de uma certa "excitação" pelo clima político. Não penso em outra coisa, cheguei até a me desinteressar por novelas...pode?
Aconteceu muita coisa nesse período. Estou produzindo o material gráfico, estamparias e mesmo o video para a decoração do ambiente de Carla Fazenda e Manolo Perez na Sorocaba Decor. Já ouvi falar de pintura que combina com sofá mas um video é novidade, hehehe. Quando acontecer a inauguração eu aviso por aqui.
As aulas do Mestrado em Produção, Teoria e Crítica em Artes Visuais já recomeçaram. Estou lecionando a disciplina de Metodologia de Pesquisa em Arte para os novos alunos desse semestre e a disciplina de Tecnologias Computacionais e Artes para todos os interessados, sejam calouros ou veteranos. Parece que o trabalho vai ser interessante. E por falar em trabalho já está tudo certo para minha participação no II Congresso Internacional de Transdisciplinaridade. Vou apresentar um estudo sobre as diferenças e semelhanças entre Inter e Transdisciplinaridade. Tomara que eu dê conta.
E soube pelo meu pai que minha prima Suzel anda lendo o meu blog. Ah Suzel, você pode esperar que eu ainda vou colocar uma foto sua subindo em uma árvore que eu tenho por aquí, viu? Hehehe.
Gente, acabei de receber um email da Vanessa Marques, minha ex-orientanda de artes plásticas lá no Santa Marcelina. Aquele texto sobre a brutalização da sociedade fez ela pensar:
" ... me deparei com seu texto sobre o bebê que morreu de pneumonia dupla, a brutalização da sociedade e consequentemente da arte. E tudo o que eu estava pensando veio de encontro com o que você escreveu....estava ponderando sobre o fato de achar que todo ser humano nasce pre-disposto, ou sensível, ou ainda com potencialidades relacionadas a expressão artística, seja lá qual for a linguagem escolhida...tenho observado muito meus alunos que são moradores de favela, em sua maioria quase que absoluta, e sua noção de composição, observação e capacidade de criação... eles nem haviam frequentado escola... e de repente crianças com tres anos tem sua propria tradução pra retratar graficamente um helicóptero, bicicleta, avião, enfim, para qualquer objeto que observa, compõe no campo visual sem nunca ter ouvido falar de composição ou coisa parecida..."
Pois é, Vanessa me inspirou a escrever um pouco sobre a relação que existe entre cognição, genética e influências culturais. Posso adiantar que não acredito que a genética defina nossas preferências estéticas e formais mas certamente define a forma como nossas funções cognitivas funcionam abrindo a possibilidade de que, mesmo sem instrução formal, possamos perceber e entender a informação cultural que nos cerca desde muito cedo.
Vou desenvolver um pouco mellhor essa argumentação e depois publico por aqui...