E continuando a discutir a superação da questão do “IGNORANCE IS A BLISS” com os “postulados” de Dhingra:
Postulado nº1 - Ninguém jamais entenderá você completamente…
Há pouco tempo atras dei uma entrevista ao programa do Otávio Mesquita por conta do lançamento do DVD ElectroHipnose.
Pois bem, falei um monte. Falei sobre as relações de meu video com a questão do sublime contemporâneo, com as questões da nova estética, que o video é fruto de minhas pesquisas no
Núcleo de Arte e Tecnologia da Santa Marcelina, que trabalho esse tipo de pesquisa como professor do Mestrado em Produção, Teoria e Critica em Artes Visuais lá da
FASM, etc…
E o que saiu no video? Uma edição de primeira, pegou até o meu melhor ângulo e explorou meu video ao máximo (Dos Ares à Noite, 2005)…só que minha fala dura alguns segundos e limita-se ao momento em que falo da transcendência criada pelo video no observador.
Tudo bem, eu não estava sendo entrevistado no Roda Viva, mas a gente que faz algum trabalho intelectual acaba um pouco decepcionado. No entanto, para tentar compreender essa situação, me pergunto por quê aquelas coisas tão imateriais que a gente pensa e produz interessariam a alguém que esteja fora do sistema acadêmico?
E tem mais: se mesmo dentro da academia os colegas acabam por não entender minhas reflexões porque deveria sentir que fora dela as pessoas também deveriam entende-las completamente.
Bobagem… quando deixamos de ter veleidades intelectuais ou artísticas deixamos de nos decepcionar pela reação (ou não reação) do público. Ninguém nunca vai compreender nossa produção completamente e portanto não será em todos os “fóruns” (agora virou moda esse termo) que seremos festejados.
As vezes também sinto a sensação que nenhum “fórum” me compreende. Bem, vai ver que meu trabalho não é grande coisa, ou talvez (prefiro pensar assim) seja tão radicalmente diferente que não haja ainda espaços onde ele possa ser compreendido.
E então é o momento de criarmos nossos próprios grupos de discussão.
Uma das perguntas que vou fazer para meu grupo de pesquisas esse ano é sobre meu trabalho: afinal, o que eles acham da minha produção artística e intelectual.
Quer saber, acho que não acham nada, hehehe.