E a Roberta Albuquerque, minha orientanda de mestrado na FASM, acabou mostrando novamente para mim a importância da produção e reflexão visual em cadernos de artista. Surgeri a ela que produzisse cadernos de artista na busca por um desvelamento da sua poética pessoal e ela se apaixonou pela proposta.
Pois é, isso sempre acontece e eu tenho uma ligação histórica com esse tipo de "artifício" artístico. Produzo "cadernos de artista" na realidade desde os tempos da FAUUSP.
Durante o doutorado descobri na lógica da produção dos meus cadernos a origem da minha atuação pedagógica em artes visuais.
Na dissertação de mestrado da Iraci Saviani, defendida na semana passada e orientado por mim, olhar para um suporte "caderno"(no caso dela, agendas) foi fundamental para a produção de um trabalho artístico.
Preciso pensar um pouco mais sobre a tradição do registro de reflexões artísticas em cadernos, seu sentido na contemporaneidade e a possibilidade de superação do suporte físico a partir das novas tecnologias.
Já andei fazendo alguns estudos, talvez desde 1997 ou 98, com a substituição do caderno por um notebook munido do sotware Painter ou de um handheld Palm.
Mais recentemente tenho utilizado um Treo 600 e um 650, mas ainda não cheguei a uma solução que substitua o prazer, a praticidade e significância que um caderno permite ao artista.
Só Deus sabe onde vou chegar...