Ontem contei a Ivani Fazenda, durante o aniversário de 2 anos de sua neta, que muitas pessoas acabam em meu blog procurando por sua biografia através de mecanismos de busca como o
Google.
Ivani riu e disse que as pessoas andam achando que ela já está morta e aí resolvi falar um pouco sobre o assunto.
No Brasil somos ensinados a entender que um autor, artista ou pensador que tem seu trabalho divulgado, utilizado ou criticado já está morto e enterrado e só por isso pode ser importante. É como se a morte por si só desse valor a uma pessoa.
Conheço muitos pensadores, filosofos, educadores e artistas que meus alunos e pessoas que encontro em ambientes acadêmicos acreditam mortas.
É por isso que fiz questão de dizer que estive na festa de aniversário da neta da Ivani, para acentuar que ela está viva e que tem uma vida normal, como a de todos nós. Talvez esse endeusamento das pessoas que produzem alguma forma de conhecimento importante seja uma das peças da máquina social que faz do brasileiro um ser tão pouco ambicioso em relação a sua produção de conhecimento e criatividade.
Toda a sociedade (e a escola é grande formadora disso) nos pergunta "quem é você para construír alguma coisa?".
Pois bem, não somos ninguém, da mesma maneira como os grandes especialistas também não são. São gente como todo mundo...
Mas se essas pessoas que escrevem, pintam e bordam e que são vistas e ouvidas tem algo de diferente em relação ao brasileiro comum é a ousadia de escreverem, pintarem e bordarem fora do lugar comum, apresentando idéias que são significativas e que resolvem problemas.
É só isso.
Bem, de qualquer maneira vou ver se faço uma biografia da Ivani para colocar no site do
GEPI.