Blog Ricardo Hage.com
Hoje as Irmãs Marcelinas foram a uma peregrinação a Aparecida do Norte e na FASM não houve aula. Fiquei tentado a acompanha-las para fazer um ensaio fotográfico e rezar bastante (não exatamente nessa ordem), mas eu não ando com muita energia e como todos sabem deslocamentos não são a coisa que eu mais gosto na vida.
De qualquer maneira minha mãe, acompanhando a missa de Aparecida pela Rede Vida, ficou impressionada pelo número de irmãs na catedral...
E por falar nisso amanhã vou visitar o China Day do Colégio Sidarta.
Essa escola fica em Cotia (bem mais perto), em frente do Templo Budista (ando muito ecumênico!), e foi o lugar de onde eu fotografei as imagens que compoem um de meus últimos trabalhos.
Depois eu conto como foi...
O último post me lembrou uma coisa...
Durante os eventos de comemoração dos 20 anos do
GEPI - Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade, vou lançar um núcleo de pesquisa interno em Arte e Interdisciplinaridade.
Esse grupo de estudos pretende estudar as questões da Inter e da Trans (também!) nos sistemas e nas produções artísticas.
Como já andei falando a torto e a direito por aí, é muito comum a Interdisciplinaridade ser tratada pelas artes como se fosse multidisciplinaridade: congregar vários especialistas para produzir uma obra de arte não é interdisciplinar nem aqui nem na China, é apenas um trabalho multidisciplinar.
Quem quiser entender melhor do que estou falando é só fuçar nos arquivos deste blog ou então vir à mesa redonda sobre Arte e Interdisciplinaridade na PUC/SP (vai ser em outubro mas a data está sob pendência, depois informo vocês...)
Ontem soube por Paula Perissinotto do lançamento do novo
Núcleo de Arte e Tecnologia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.
Com patrocínio da Telemar houve a renovação e reimplantação de todos os equipamentos além do projeto de um novo espaço de trabalho.
Achei que já estava demorando muito para isso acontecer, afinal de contas já há muito tempo existe esste tipo de iniciativa em Arte e Tecnologia no Parque Lage.
Vai haver uma mostra com artistas convidados, professores e alunos além de palestrantes.
Paula Perissinoto estará por lá.
Parabéns! (nossa, este blog anda parecendo cada vez mais com coluna social, acho que preciso transferir esses meus comentários para um site de fofocas, hehehe)
Uma idéia antiga voltou a me assombrar: construir um game do tipo RPG onde o personagem principal é a
Maria de Castro, minha artista virtual, em sua cruzada pela compreensão do ArtWorld mundial!
Meu grande problema sempre foi técnico: nunca achei um software de montagem de games que fosse suficientemente maleável, no sentido de sua utilização. As soluções que existem por aí (mesmo as que não são em software livre) são todas muito fechadas, não possibilitam uma utilização do tipo "analógica", onde se desenha, se escreve e se programa no próprio software.
O enredo já está meio pronto mas ainda não vou divulgar, nunca se sabe o que alguém pode fazer com essas idéias.
Hoje foi meu último dia de aula como substituto de Iole Di Natale na disciplina de aquarela na FASM.
Essa foi uma experiência muito importante para mim. Em aquarela eu havia apenas trabalhado com aulas particulares em meu ateliê, nunca havia sido professor em uma linguagem mais convencional dentro da universidade (normalmente trabalho com as disciplinas de arte e tecnologia).
Pois bem , não há coisa mais interdisciplinar que lecionar linguagens artísticas distantes entre si mas que, na realidade, revelam processos criativos sinilares. Essa similaridade aproxima também o funcionamento de seus processos pedagógicos.
Alguns exemplos são gritantes.
O aluno tem tanto medo do papel em branco quanto da "tela"de computador em branco. Iniciar um projeto artístico pessoal é dificil tanto em aquarela quanto no Corel Painter. O professor deve estar atento à condução da superação do bloqueio por parte do aluno e estar preparado para, a partir de seu mundo-vida, incentivar sua produção.
Os alunos, principalmente adolescentes, vão se interessar pela disciplina de várias maneiras. Não é porquê todos são jovens que todos estabelecerão uma relação satisfatória com o computador. Alunos mais identificados com linguagens acadêmicas (que gostam de pintura de natureza morta, por exemplo) também podem não se dar bem com pigmento em meio aquoso, caso da aquarela.
Como já afirmei em minha tese de doutorado não creio que haja diferenças fundamentais no ensino de linguagens artísticas a não ser o fato de que os professores, como seres humanos, são diferentes.
Agora, que dar aula de pintura é muito gostoso, é!