
Mais um "instantâneo" da apresentação do video. O trabalho é uma pareceria entre o NAT - Núcleo de Arte e Tecnologia do Mestrado em Artes Visuais da FASM e do GEPI/PUC-SP.

Manolo Vilches e Ivani Fazenda.
Ah, o nariz é meu...tentei um auto retrato e não funcionou.

E agora uma imagem da exibição da video-arte "Um Olhar Sofisticado" que produzi para o evento do GEPI.
Estou tentando postar algumas fotos dos 20 anos do GEPI mas o sistema não está aceitando...
Vou tentar mudar de browser para ver o que eu consigo.
Ah, e essa não posso deixar de dizer...
Carla Fazenda acaba de chegar no auditório e mal entra meu computador recebe via bluetooth um arquivo vindo do celular dela: é um virus!
Nossa, é o máximo! Já tinha ouvido falar mas nunca tinha recebido um virus de celular, um arquivo *.sys* suspeito.
O Manolo também recebeu.
Enquanto isso Maurina está lembrando das experiências práticas na Interdisciplinaridade que o GEPI teve ao longo desses 20 anos.
Lembramos da experiência na cidade de Resende, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, após nossa experiência, a cidade recebeu o prêmio da UNESCO de melhor projeto de educação no mundo.
Bem, nós não tivemos muita influência nisso não, hehehe.
Continuando a Aula Aberta do GEPI, Ivani está entrevistando uma parte dos antigos pesquisadores que passaram por aqui e também os que nos acompanham nestes 20 anos.
Manolo Vilches está agora falando sobre o trabalho de organização do livro "Interdisciplinaridade: 20 anos" publicado pela CRIARP.
O livro é uma publicação de resenhas sobre todos os outros livros publicados por Ivani (cerca de 20).
Ah, e Ubiratam D'Ambrósio acabou de falar que esse negócio de eu ficar postando tudo o que me vem na telha pode ser visto pela disciplinaridade como uma forma de criar novos pecados originais! E ele acha ótimo: disse que é preciso sim divulgar nossas reflexões, mesmo que sejam provisórias. Disse que é isso que a sociedade pede da gente.
É, vou continuar postando minhas bobagens.

E agora uma foto:
Da esquerda para a direita:
Prof. Ubiratan D'Ambrósio, Ivani Fazenda, Prof. Suzana Medeiros, Ruy do Espírito Santo e Maria Candida Moraes.
Estou aqui na Aula Aberta de comemoração de 20 Anos do GEPI da PUC/SP.
Ubiratan D'Ambrósio em sua fala a Ivani Fazenda acabou de declarar que atualmente não há muita diferença entre a Interdisciplinaridade e a Transdisciplinaridade.
Puxa, lembro-me que desde 1990 discutimos essa convergência. Ivani e Joel Martins discutiam isso na época em que eu ainda estava no mestrado.
É, acho que vamos ter que chegar a uma nova terminologia, mas de qualquer maneira as barreiras que mantinham a Inter de um lado e a Trans do outro parecem estar caindo.
Ainda Bem.
Ontem foi comemorado o dia dos professores e uma coisa me chamou a atenção: ninguém deu bola para a comemoração.
É sério, nos meios de comunicação foi dado maior destaque ao dia das secretárias ou ao dia do amigo que ao dia dos professores. Não é que eu tenha algo contra secretárias ou amigos mas esse é um sintoma interessante.
Nesse embate eleitoral pelo segundo turno para a presidência da república muito se tem falado da necessidade de um ensino de melhor qualidade, revalorização do professor, etc, etc, etc, mas o pouco caso dado ao dia dos professores é mais uma mostra do pouco interesse que a sociedade brasileira tem pelo ensino.
Aliás, acredito que a sociedade como um todo, e em todas as suas classes, está de modo cartorial apenas interessada em diplomas, e não no conhecimento e habilidades que esse pedaço de papel significariam.
Se não há um real desejo de crescimento pessoal via conhecimento no cerne da sociedade brasileira é impossível que a educação saia das condições de indigência na qual ela se afundou.
Mesmo em algumas escolas particulares e voltadas para a elite econômica (que no Brasil são dissociadas da elite cultural) o desconhecimento de coisas básicas no ensino por parte de alunos e mesmo professores é impressionante. Questões geográficas simples, cálculos básicos, gramática e, principalmente, compreensão de leitura são na maior parte das vezes desconhecidas.
Um exemplo gritante das dificuldades que uma massa de cidadãos literalmente analfabetos cria a uma sociedade economicamente emergente tem aparecido nas empresas de telemarketing: por incrível que pareça elas conseguem aproveitar apenas 10% dos canditados à vagas de atendente de telemarketing pois estes mal conseguem se comunicar e muito menos ler os roteiros pré-fixados de atendimento.
Já tive que utilizar atendimento telefônico em algumas empresas no Estados Unidos e na Inglaterra e o que mais me chamou a atenção não foi a rapidez com que fui atendido por alguém (equivalente ao que ocorre aqui) nem a sofisticação dos menus sonoros (os nossos são melhores), mas com o fato de que o atendente conseguia compreender rapidamente o que eu queria (e olhe que eu nem falo inglês tão bem assim, a não ser que esteja bebado, hehehe).
O mais impressionante é que provavelmente eu estivesse falando com um indiano. Sim, a Índia tem uma qualidade de ensino muito superior a nossa, mesmo com seus problemas sociais e demográficos.
E a arte nessa história toda?
Bem, como é que você quer que um "popular" , com seu nível de cognição e compreensão do mundo (que a escola deveria dar), entanda a Bienal de Artes de São Paulo?
Como coisa de gente doida e que não tem que trabalhar para viver, né...
Pois é, todos os aspectos da vida no Brasil, o que inclue a possibilidade de crescimento econômico, são condicionadas pelo nosso problema educacional.
Enquanto a sociedade não quiser um ensino de "excelente" qualidade, vai ser essa a vida que nós vamos continuar levando.